Fora da crise, sem os sonhadores

03/11/2008

Segurar investimentos, demitir aquele funcionário que sempre esteve na berlinda, renegociar contratos com todos os fornecedores, prestar atenção em todos os custos (mesmo os menores), eliminar todos os penduricalhos inaceitáveis que a empresa têm e que não possuem qualquer relação com o negócio etc etc. Qual é a novidade? Talvez a novidade seja FAZER. Finalmente, fazer o que já deveria ter sido feito há anos.

Crise e recessões vão e vêm. A crise financeira de hoje (novembro de 2008) não é a primeira e não será a última, portanto, proteja-se e não entre em pânico.

Esta é a orientação que gostaria de dar para qualquer empresa ou pessoa neste momento. É hora de fazer o planejamento e o orçamento para 2009. Segurar investimentos, demitir aquele funcionário que sempre esteve na berlinda, renegociar contratos com todos os fornecedores, prestar atenção em todos os custos (mesmo os menores), eliminar todos os penduricalhos inaceitáveis que a empresa tem e que não possuem qualquer relação com o negócio etc etc. Qual é a novidade? Talvez a novidade seja FAZER. Finalmente, fazer o que já deveria ter sido feito há anos.

Entretanto, há um certo perfil que deveria ser o alvo preferido neste momento: os SONHADORES. Isto mesmo, os sonhadores, aqueles idiotas com pouco tino comercial e que bolam projetos mirabolantes que jogam no lixo milhões de reais das empresas. Não podemos esquecer que não foi, de forma alguma, gente comum que lançou a economia na confusão em que se encontra atualmente. Foram MBAs sofisticados, palavreado difícil, cheios de siglas e de conceitos que poucos entendem, que deixaram a economia nesta situação. Encontro muitos deles a todo momento, principalmente em empresas de médio e de grande porte. Na pequena empresa, eles são triturados mais rapidamente pois estão mais expostos. Nas empresas de maior porte, eles têm mais facilidade para se esconder atrás da estrutura. São perfis com conhecimento superficial e normalmente muito bem articulados. Nunca entraram realmente no jogo. Deixam-se seduzir por fornecedores ávidos por vender, pouco importando se a solução ajuda a empresa. Gostam de visitas, de viagens e do Power Point. Nele, resolvem todos os problemas e “ganham muito dinheiro para suas organizações”. Por isto, sempre estimulo que meus clientes façam o máximo possível de promoções internas. O funcionário que vem da base da hierarquia já foi testado “no fogo”. Sabemos como ele é. Quem vem de fora para posições médias e altas no organograma é sempre uma incógnita e novamente nos voltamos para RH. Desenvolver gerencialmente pessoal interno é vital para suprir posições futuras com gente testada e moldada aos valores da empresa.

Na hora da crise, portanto, não limite-se apenas a reduzir o orçamento e fazer o que já deveria ter sido feito. Olhe para seu RH e pergunte-se como injetar nas veias da empresa um fluxo infindável de talentos que proteja permanentemente a empresa. Elimine para sempre os sonhadores sem fundamentos.