Gerenciamento de riscos

08/11/2011

Gerenciar riscos é tarefa desconhecida para a maioria das empresas, embora riscos estejam sempre presentes na rotina e nos projetos. Muito dinheiro perdido seria poupado se organizações desenvolvessem um simples processo de gestão de riscos. Há riscos que uma empresa precisa correr, há outros riscos que ela não precisa correr, mas os dois casos precisam ser gerenciados.

Risco é a probabilidade de acontecer um evento desfavorável. Este evento pode ter um impacto mais grave ou menos grave. Quando combinamos a análise da probabilidade com o impacto, começamos a entender o que é GESTÃO DE RISCOS.
O objetivo da gestão de riscos é identificar os eventos possíveis em relação a variáveis críticas do negócio e hierarquizar estes eventos conforme o grau de impacto no negócio e conforme o grau de incerteza da ocorrência (probabilidade). Para que tudo isto? Para não termos perdas que muitas vezes poderiam ser facilmente evitadas. O problema é que raras empresas organizam um processo formal para gerenciamento de riscos. Quando não há formalização, o risco é frequentemente menosprezado e esquecido, não se desenvolve conhecimento sobre o assunto e a chance do sinistro aumenta.
Uma empresa está exposta constantemente a todo tipo de risco e existe o mito de que ser empresário é ser destemido em relação aos riscos. Porém, precisamos entender que há riscos que uma empresa precisa correr e há outros riscos que uma empresa não precisa correr. Gerir uma empresa não é um ato de bravura, mas é um ato de consciência plena do ambiente onde se está trabalhando. Consciência plena significa, entre outros aspectos, identificar, mensurar, classificar, tomar ações preventivas e monitorar os riscos do negócio.
1. Identificar os riscos: levantar dados sobre os eventos que podem ocorrer com clientes, concorrentes, entrantes, fornecedores, produtos alternativos ou novos, governo, conjuntura financeira, novas tecnologias e sindicatos e que possam causar algum tipo de impacto no seu negócio. Utilizar dados e não palpites. Se não dispõe de dados, vá atrás deles. Lembre-se que você é um profissional e não um amador.
2. Mensurar os riscos: atribuir 5 categorias para um evento quanto ao impacto (insignificante, menor, moderado, maior e catastrófico) e 5 categorias quanto à probabilidade de acontecer (quase certo, provável, possível, improvável e raro).
3. Classificar os riscos: definir os riscos “tarja preta”, aqueles com impacto moderado, maior ou catastrófico E possíveis, prováveis ou quase certos para acontecer. Estes riscos terão prioridade total.
4. Elaborar planos de ação (incluindo planos de contingência) para todos estes riscos e colocá-los em prática.
5. Estabelecer reunião mensal para monitorar o andamento dos planos de ação e os riscos, reclassificando-os quando houver mudanças significativas.

Se você estudar um pouco da história dos negócios, vai se surpreender com o número elevado de empresas boas e ótimas que desapareceram por desleixo em relação aos riscos iminentes e de razoável facilidade para prevenção. Implante a gestão de riscos e alegre-se, porque a maioria das organizações é completamente ignorante nesta área. Você tem um mundo de oportunidades à sua frente.

Paulo Ricardo Mubarack