O que é mais importante?

13/04/2011

Gestores desinformados vivem permanentemente o dilema do "o que é mais importante". Praticam a mediocridade do OU ao invés da genialidade do E. Acham que precisam escolher entre planejar e agir, entre qualidade e custo, entre estoque baixo e atendimento imediato do cliente. É lógico que certas escolhas precisam ser feitas ao longo do caminho, mas o foco não pode ser a simples desistência de uma opção para se ganhar a outra. TER TUDO NA VIDA é a decisão dos campeões. Os perdedores sempre pensam que precisam escolher e desistir de algo.

O que é mais importante? Ter planejamento ou simplesmente agir, ter qualidade de vida ou trabalhar muito, ter sucesso financeiro ou na família, ter custo baixo ou excelente qualidade intrínseca dos produtos, ser teórico ou ser prático, pensar no longo ou no curto prazo, ter confiança ou controle interno rígido, centralizar ou descentralizar as decisões, ter intuição ou usar a lógica da razão, treinar ou trabalhar, estudar ou trabalhar, ter unidade de princípios ou respeitar a diversidade, ser um planejador ou ser um executor, ter volume ou ter rentabilidade, usar mais a palavra falada com a equipe ou usar mais o procedimento escrito, afinal de contas, o que é mais importante? Falsos dilemas, eu afirmo. Sofismas, bobagens, crendices. Perguntas feitas com superficialidade, sem reflexão sobre gestão e sem conhecimento. Algumas vezes, perguntas que escondem a falta de competência...

Mas vamos adiante. Vamos responder com uma só afirmação todas estas e mais outras dezenas de questões que poderiam seguir a linha do “o que é mais importante?”. O mais importante é O CONJUNTO. Você, gestor ou empresário, não precisa escolher, acredite nisto. Você precisa e pode ter TUDO. Você, por exemplo, precisa de um plano de ação no papel, cheio de detalhes E precisa de ação. O mundo não pode e não deve ser dividido pelo OU. O mundo, pelo menos o mundo da sua empresa, deve ser unificado pelo E. O “OU” é medíocre e o “E” é genial. O “OU” pertence aos perdedores e o “E” pertence aos vencedores. O ditado “não se pode ter tudo na vida” decididamente não se aplica para os campeões.

Grandes vitórias exigem renúncias, é lógico, mas nunca exigem renúncias burras e permanentes. A genialidade do ser humano é encontrar a forma de vencer os aparentes paradoxos das circunstâncias. Para dizer sempre que “ou faço isto ou faço aquilo, não posso fazer os dois”, empresários não precisam contratar bons gerentes e pagar mais caro por isto. Basta empregar um idiota qualquer que repita que não consegue fazer tudo ao mesmo tempo ou que está assoberbado. Repare em muitos gurus da administração. Cada um defende um método, uma ferramenta, uma “descoberta somente sua”. Todos estão errados! Sabe por que? Porque todos estão certos. As ferramentas e métodos que defendem normalmente são bons ou ótimos, mas o que importa é o CONJUNTO. O conjunto é aquilo que eu chamo de SIG, sistema integrado de gestão. A empresa precisa ter um sistema que represente um conjunto harmônico de fundamentos, conhecimento técnico, métodos, ferramentas e atitudes que não a deixem passar pelos falsos dilemas. Além disto, este CONJUNTO é singular e não pode ser copiado pelos concorrentes.

Poucos empresários e gestores entendem o conceito de sistema integrado e desperdiçam muitos recursos por conta desta ignorância. Um agravante: não somos educados para ter pensamento sistêmico. Nossas aulas são isoladas, história ou geografia, português ou matemática, ciências humanas ou exatas, continuam as perguntas bobas. Visão 360 graus é necessária. Esqueça o OU e desenvolva a você e sua equipe na genial e lucrativa prática do E.