Quando os pais são fracos

Qual é a relação entre produtividade e cultura de uma empresa? O que pais e famílias têm a ver com isto? Quando se exige produtividade dos empregados, esquece-se que a maioria deles vem de famílias onde os pais são fracos, sem autoridade, sem cultura e sem dinheiro. Saindo de uma família fraca e passando por uma escola mais fraca ainda, como esperar funcionários produtivos? A salvação: a empresa precisa ter cultura forte. Cultura não é, portanto, uma parte da estratégia, ela é a própria estratégia. Se você acha este papo de “cultura empresarial” uma babaquice, você é um imbecil.



Acontece e com muita frequência: os pais são fracos. Um dos dois ou o casal é formado por pessoas sem cultura, sem ambição, sem dinheiro, e a consequência é previsível: falta de autoridade sobre os filhos.

Qual a relação disto com as empresas? Total! Pais fracos geram filhos incompletos, com lacunas importantes em suas formações. Logicamente há exceções fantásticas, mas a regra, infelizmente, sempre prevalece em 99% dos casos. Já tive contato com milhares de pessoas com menos de 35 anos nas organizações. Muitos deles, apesar da idade, parecem adolescentes em crise. Não respeitam autoridade, não sabem o que querem, são indisciplinados, têm sonhos estúpidos e são incapazes de planejar qualquer coisa. Sem curiosidade, são apresentados a técnicas e métodos espetaculares e não demonstram a mínima vontade de aprender. Com têmpera frágil, são seres humanos SEM IDEIAS PRÓPRIAS. Existe um ditado francês que diz: “Para você mudar a opinião de um idiota, basta trocá-lo de lugar”. É exatamente isto o que acontece com esta gente e é impossível confiar neles.

É importante salientar que esta situação lamentável não tem correlação com situação financeira, raça, sexo ou qualquer outra estratificação. É uma epidemia, alastrada por todos os cantos. Nunca construiremos boas empresas com este tipo de recurso humano. O que fazer? Caprichar muito na seleção, interna e externa. Buscar nichos (grupos religiosos, por exemplo) e investigar a vida familiar para descobrir quais são as referências destas pessoas. Jovens e adultos estão perdidos porque não têm REFERÊNCIAS. E um ponto MUITO IMPORTANTE: se parte dos funcionários de uma empresa vem sem referências familiares fortes, A CULTURA DA EMPRESA PODE E DEVE PASSAR A SER ESTA REFERÊNCIA. Por isto, CULTURA não faz parte da estratégia, ELA É A PRÓPRIA ESTRATÉGIA. Empresas com valores definidos, com a definição muito clara do que esperam de seus empregados e com líderes que energizam a todos diariamente mitigam a falta de referências de muitas pessoas e tornam-se a própria referência. Sem tudo isto, pedir produtividade é besteira.