De volta para o básico

30/07/2012

Divirto-me lendo e ouvindo as siglas doidas inventadas por consultorias que desejam de qualquer forma criar fatos novos. Trata-se de um besteirol maluco que só complica a comunicação. Fazer o feijão com arroz, fazer o básico e com disciplina é o suficiente para garantir a sobrevivência, o desenvolvimento e a perpetuidade de muitas empresas. Leia os onze pontos que citei neste artigo e faça o diagnóstico expresso de sua empresa.

Muitas empresas continuam não tendo o básico, embora possuam certificações em todas as ISOS, ERPs poderosos, BIs de última geração, conexão em todas as redes possíveis, áreas sofisticadas de Recursos Humanos, TI e Gestão. O que é o básico? Muito simples, veja esta lista:

1. Treinamento extremamente organizado por função, oriunda de uma matriz de capacitação ligada aos mapas de processo e ao perfil de cada cargo.
2. Avaliação de desempenho frequente e não anual (o que é anual fica velho oito meses antes de ser feito).
3. Monitores de treinamento, profissionais mais velhos e experientes que têm somente uma função na empresa: orientar operadores de fábrica, vendedores etc.
Obs.: já fui questionado se os monitores realmente são necessários, pois não produzem nem vendem nada e representam aumento de custo para a empresa. Minha resposta é simples: o maior custo para uma companhia é o custo da ignorância, presente diariamente em todas as operações.
4. Metas muito claras para indicadores desdobrados até o nível de encarregado/supervisor/coordenador.
5. Metas para todos os empregados.
6. Orçamento desdobrado para todos os gestores e um controller “bad boy”, grudado no pescoço de todos.
7. Estratégia clara e desdobrada em vários planos de ação, acompanhados diariamente pela diretoria.
8. Várias ações de aproximação muito forte com o cliente. GRUDAR NO CLIENTE. Treinamento “violento” para vendas.
9. Padrões, mapas de processo (OS 103 PROCESSOS DE MUBARACK) e treinamento muito forte em liderança para todos os gestores.
10. Recrutamento contínuo. Injeção contínua de novos talentos na empresa através da base e nunca “por cima”.
11. Intolerância com violações à cultura da empresa. DISCIPLINA MILITAR. Valorização da capacidade de EXECUÇÃO.

Pronto, agora você pode fazer, gratuitamente, um diagnóstico da sua própria empresa. Se você não tiver um destes pontos, documentado e com evidências, você e sua empresa correm perigo de desaparecimento.