Por que tantos idiotas falam sobre qualidade de vida e são escutados?

01/03/2018

O trabalho é uma atividade de negócios e não deve ter relação com assuntos pessoais, como felicidade e qualidade de vida. As teses esquerdistas que sufocam a sociedade brasileira penetram em igrejas, nas sinagogas, nas escolas, na mídia, e também nas empresas. Tenho observado como muitos empregados enxergam suas empresas como o Estado. Sendo o Estado, a empresa precisa prover-lhes sustento material e felicidade. Este é o início da decadência de um organização, como facilmente se pode concluir. O pior, no entanto, é que vejo empresários e executivos capitulando a esta pressão do maldito ?social?, fragilizando hierarquia e, é claro, o caixa. É nele, no caixa, que se refletem todas as bobagens feitas em uma empresa. Não faça isto com sua companhia. Nem o acionista e tampouco os empregados merecem sofrer estas perdas. Este artigo precisa ser lido e resultar em medidas práticas para se voltar ao básico: ser uma empresa capitalista dentro de um ambiente de negócios capitalista.

 

A resposta é muito simples: porque são ignorantes e não sabem falar sobre outro assunto, desconhecendo conceitos básicos sobre vida e negócios. Discorrer sobre qualidade de vida é um papo absolutamente atrasado e desnecessário e é um absurdo concluir que espaços confortáveis são essenciais para o bom desempenho, remuneração não é a principal questão para a maioria dos trabalhadores e todo este arranjo de beleza física e conversas politicamente corretas criarão equipes felizes em seus ambientes de trabalho. 

Em primeiro lugar, quem determinou o que é felicidade e quem definiu o ambiente de trabalho como uma obrigação para fazer as pessoas felizes? A primeira pergunta (o que é felicidade?) já trava todo o debate. Sendo algo impossível de conceituar, a felicidade, na realidade, não existe. A segunda pergunta (o ambiente de trabalho deve fazer as pessoas felizes?) pode ser entendida com uma comparação muito simples. Eu tenho a disciplina de correr 30 km por semana em média e este exercício não é exatamente um prazer. Antes do exercício, ou estou cansado ou com sono. Durante o exercício, doem as pernas, a esteira é monótona, os vizinhos de academia às vezes são mal-educados e o tempo não passa. Tudo, menos prazer, mas eu faço disciplinadamente por entender a corrida como uma obrigação. Conheço muitas pessoas que não fazem exercícios ou fazem de maneira irregular porque, segundo elas, ?a corrida precisa ser prazerosa, em  locais aprazíveis como na beira do mar no Rio de Janeiro ou nos bosques primaveris de Boston?. Obviamente, com este grau de exigência para se exercitar, nunca se exercitarão. 

Da mesma forma como o exercício não foi feito para dar prazer, o trabalho não foi feito para tornar as pessoas felizes. Assim como o trabalho ideal não existe e nunca existirá, não existem os tais exercícios prazerosos. O trabalho é apenas um dever, assim como os exercícios físicos, e possibilita às pessoas o cumprimento das suas metas e seus propósitos de vida. 

Além disto, um indivíduo não pode separar do seu trabalho suas metas e propósitos. Para atingir suas metas, cada indivíduo deve viver plenamente a vida real e entendê-la como o seu conjunto de deveres com sua família e com a sociedade, incluindo tarefas desagradáveis e todo eventual sofrimento presente no dia a dia. Por não entender este conceito, muitas pessoas idealizam o mundo perfeito e o separam completamente das suas vidas. Elas não entendem a rotina, muitas vezes chata e acachapante, como a forma de viver uma vida edificante ao deixar o legado de trabalho e busca perseverante de metas. Chegam à loucura de pensar que os outros devem a tal ?vida ideal? para elas. A consequência é a rejeição da realidade e a busca de um paraíso indefinível e dissociado completamente do cotidiano. A vida, então, passa a ser insuportável e gera depressão, inveja e ódio. 

Muitos consultores, inúmeros palestrantes e todos os esquerdistas só pioram a situação quando estimulam os indivíduos a pensar que têm direito a um paraíso inexistente, onde a realidade não é um caminho, mas um obstáculo repleto de privações e escassezes. 

Já li asneiras do tipo: ?...o ambiente de trabalho deve ser tão acolhedor para o empregado quanto sua própria casa?. Ou ?...organizações que verdadeiramente se preocupam com as pessoas?. 

Organizações devem se preocupar com lucros e não com pessoas, porque a melhor forma de ?cuidar das pessoas? é gerar caixa. Nunca se deve procurar a estabilidade, deve-se buscar a força e o caixa é a força. Apenas o caixa protege uma empresa. Uma empresa organizada e próspera é a soma de tecnologia, dinheiro e conhecimento e não é formada apenas do demagógico ?capital humano?. Capital humano sem dinheiro não serve para nada. 

O ambiente de trabalho deve ter o mínimo de recursos e funcionalidade para estimular a produtividade e não sentimentos domésticos. Imagine-se os Seals americanos sendo treinados para combater terroristas em ambientes que lembrem o quarto de dormir dos seus bebês! Ou cirurgiões, vendedores, caixas de supermercados, garis, astronautas, jornalistas, presidentes de empresa, todos sendo preparados para a guerra em ambientes calmos, perfumados e silenciosos! As afirmações açucaradas são absolutamente ridículas e irresponsáveis. Aliás, o verdadeiro companheirismo no trabalho vem das dificuldades e não das amenidades. Nos tempos difíceis surgem as amizades mais genuínas e não em festinhas de Natal na empresa. 

É ótimo se as pessoas puderem viver momentos muito agradáveis em seus trabalhos. Entretanto, elas precisam saber que terão de suportar muitas dores, enfrentá-las e conviver com elas de forma digna. É preciso compreender que o processo da vida envolve metas e rotina em um só arranjo. 

Se quisermos rir um pouco, basta entrar no site da maioria das consultorias e ler artigos sobre pessoas. Quase tudo não passa de lixo. 

Conclusão: ensinar que o paraíso está de um lado (o ambiente de trabalho feliz, o chefe perfeito, o salário alto, a exigência baixa) e a vida real está noutro é uma das maiores irresponsabilidades que alguém pode cometer. É um verdadeiro crime contra a humanidade e conspira contra qualquer traço de civilização. Ensinar de maneira transparente e absolutamente clara para todos, especialmente para os mais jovens, sobre a INEXISTÊNCIA da felicidade e da estabilidade e prepará-los para serem obcecados por metas e entusiasmados com o trabalho talvez seja um dos únicos antídotos para reverter este mal. Foi o capitalismo que humanizou o trabalho e não as besteiras ditas e escritas por consultores e acadêmicos de araque. Uma empresa precisa ser inundada com os fundamentos do capitalismo e ser blindada contra as ideias atrasadas da esquerda. Todo o conjunto de besteiras sobre ambientes de trabalho maravilhosos tem origem, consciente ou inconsciente, no socialismo. O capitalismo rejeita a pobreza, o socialismo cria a pobreza. A empresa do futuro será aquela que praticar os princípios do capitalismo e não as benesses mentirosas dos esquerdistas. Sempre é preciso lembrar que os idiotas ainda são escutados porque o papo da preocupação com pessoas é muito atrativo e superficial, não exigindo qualquer esforço para ser comunicado, até que falte o dinheiro. Quando este desaparece, todas as intenções cor-de-rosa somem imediatamente e sobra apenas a dura realidade.