Greves

14/03/2013

Greves são atos improdutivos onde todos perdem, embora representem um direito reconhecido universalmente. Aponte uma companhia que melhorou a vida de todos, incluindo os empregados, com sucessivas greves. Você não vai encontrar. Aconselho empresas que tenham o mapeamento dos ativistas, o controle dos detalhes e a implantação de um processo de inteligência. Jogar duro com sindicatos e manter o controle de tudo é tarefa indelegável da administração.

Greves não são produtivas para a sociedade, embora o direito a elas seja universal. Greve significa rompimento parcial de relações, algo próximo do uso da força e as empresas devem utilizar todos os recursos disponíveis para preveni-las.

Ferramentas pouco comuns na maioria das organizações, o gerenciamento metódico de riscos (e a greve é um deles) e a formatação de um processo de inteligência são negligenciados e os resultados são surpresas que não deveriam ser surpresas e custos que poderiam ser evitados.

Na prática, na sua empresa, qual é o conjunto de trabalhadores que poderia parar a companhia? O pessoal de TI interrompendo o faturamento? Os operadores da fábrica ou de um determinado setor? Se for uma empresa de transportes, maquinistas, motoristas, controladores, comandantes poderiam interromper toda a operação? Qual fornecedor em greve representa um grave risco para sua empresa? Apenas saber e responder teoricamente não basta, planos de ação são necessários e um sistema rápido de monitoramento e inteligência precisa ser implantado. Você precisa mapear seu pessoal, saber exatamente quem estará do seu lado em um eventual movimento de paralisação, quem ficaria “no muro” e quem são os agitadores. Com o mapa, tome ações imediatas e óbvias para cada grupo.

Não brinque com o risco da greve e não se deixe dominar pelos sindicatos. Jogue duro e de maneira preventiva e inteligente.

Paulo Ricardo Mubarack