Lidar com os maus


Um assunto muito desagradável mas que precisa ser enfrentado por um gestor é o tratamento de funcionários com mau comportamento. Uma empresa deveria ser formada apenas por gente de bom caráter, mas não é! Infelizmente, pessoas com desvios de comportamento aparecem quando um gestor menos espera.

Um assunto muito desagradável mas que precisa ser enfrentado por um gestor é o tratamento de funcionários com mau comportamento. Uma empresa deveria ser formada apenas por gente de bom caráter, mas não é! Infelizmente, pessoas com desvios de comportamento aparecem quando um gestor menos espera. Os primeiros cuidados preventivos para evitar este tipo de gente é o processo de recrutamento e seleção. Mas, às vezes, este processo falha. E as confusões começam a acontecer. Roubo de produtos, compradores que recebem “presentes” generosos de fornecedores sem escrúpulos, desvios de dinheiro, notas fiscais adulteradas, intrigas, nepotismo, mentiras etc.

O que um gestor deve fazer quando se deparar com estes delitos? A resposta é simples: DEMITIR IMEDIATAMENTE TODOS OS ENVOLVIDOS. Não há outra resposta. Não há segunda opção. Não há segunda chance. Não pode haver a segunda chance. A segunda chance é a legalização do delito. Você pode roubar até uma vez, é como se confirmássemos este absurdo dentro de uma empresa. O aspecto mais grave da tolerância é os efeitos nocivos que gera em toda a empresa. Os funcionários são deseducados. Passam a entender a empresa como fraca, sem atitude.

Encontro muitos gestores bonzinhos, que afirmam que todo ser humano merece uma segunda chance. Boa parte das pessoas em nossa sociedade afirma também que pessoas merecem outra oportunidade. Na verdade, os que afirmam isto não são bonzinhos. São covardes, que não querem enfrentar os problemas. São covardes que têm medo dos maus e se recusam a enfrentá-los. E uma grande empresa nunca foi feita de covardes. Não esqueçam, caros leitores, que estou escrevendo sobre empresas. Não estou escrevendo sobre como as sociedades devem tratar bandidos e recuperá-los. Não sou sociólogo. Sou especialista em gestão. Estou escrevendo sobre empresas que têm uma responsabilidade financeira e social muito grande. E responsabilidade social é não quebrar. É crescer, pagar impostos e desenvolver riqueza na comunidade. Ao admitir desvios graves de comportamento, uma organização se enfraquece e não cumpre suas obrigações básicas.

Admiro profundamente como os americanos tratam os bandidos. Tolerância zero, afirma o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani. Meu pai me ensinou que devemos matar um cachorro louco. Alguns indivíduos comportam-se como cachorros loucos. Infelicitam o ambiente de uma empresa. Sugam suas energias. Fazem com que várias pessoas percam o foco para tratarem de suas bandidagens. Precisam ser mortos dentro da organização. Quando você que me lê sentir-se tentado a discordar da intolerância com o crime pregada neste artigo, pense nos seus filhos e entes queridos e na maioria dos funcionários de sua empresa, pessoas boas e honestas. Em nome deles, esqueça a piedade e a acomodação e enfrente sem dó os bandidos que, muitas vezes, sentam ao seu lado.

Um abraço a todos