O dano de focar as pequenas coisas

06/09/2013

Quem se preocupa com coisas pequenas não possui grandeza para bater grandes metas, não têm generosidade suficiente para desenvolver sua equipe e são incapazes de entender o quão essencial é implantar a cultura. Mesquinhos nunca construíram qualquer coisa que tivesse valido a pena.

O que dizer de um estagiário que está preocupado em quanto vai receber de horas extras se trabalhar algumas horas a mais? Ou se a legislação permite que ele trabalhe mais do que 6 h em um dia? E o assistente contábil que recusa participar de um curso oferecido pela empresa no final de semana porque não sabe se horas extras serão pagas? Ou do trainee que insiste, até o desgaste com seu chefe, em estender um feriadão? Tem também o gerente preocupado com a qualidade do hotel onde ficará hospedado pela empresa ou se um colega ganha mais do que ele.

Em uma das empresas onde fui Conselheiro, o presidente ligou-me várias vezes para saber se tinha direito a um carro melhor. Noutra, um diretor queria saber se poderia trocar sua milhagem aérea por dinheiro com a empresa. Em todas as situações descritas acima, as perguntas não foram simples perguntas. Foram questões insistentes, que irritaram a todos e provocaram desgaste desnecessário de profissionais que deveriam estar focados em assuntos muito maiores, como a carreira deles ou os resultados que entregam.

Este é exatamente o ponto deste texto: a preocupação de muitas pessoas com COISAS PEQUENAS. O profissional revela-se para todos como uma pessoa SEM FOCO, INDISCIPLINADA, COMPLICADA e POUCO CONFIÁVEL para ser mantida ou promovida dentro da organização. Como empregar pessoas com pensamentos pequenos e mesquinhos? Pessoas assim não têm grandeza suficiente para focar as grandes metas da organização, não têm a generosidade necessária para desenvolver suas equipes e não possuem a inteligência indispensável para ensinar a cultura.