Primatas do século XXI

27/02/2013

Muitas empresas não conseguem focar seus próprios negócios porque ficam o tempo todo discutindo áreas de apoio. RH que não funciona, contabilidade confusa, TI desastrosa e por aí vai. Discutir o negócio da empresa é possível apenas quando as áreas ruins de apoio, com suas dezenas de problemas, permitem. Empresários e diretores não conseguem enxergar padrões mais elevados para estas áreas e ficam longas horas na “cozinha” da empresa discutindo bobagens com os serviçais, enquanto alguém, na sala, rouba suas esposas.

Qualquer empresa, independentemente do tamanho e do segmento, precisa ter alguns processos básicos funcionando de forma estável e segura. Todas as empresas precisam ter de maneira absolutamente confiável:

1. Fluxo de caixa;
2. Contabilidade – estrutura descentralizada de centros de custo, contas contábeis e gestão do orçamento;
3. Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) pronto até o quinto dia útil;
4. Balanço patrimonial;
5. Controle do patrimônio;
6. 5 S;
7. Sistema de TI – “cavalo chucro dominado”
8. RH organizadíssimo, com as ferramentas básicas como descrição de cargos e de perfis, plano de treinamento, avaliação de desempenho e plano de sucessão;
9. Procedimentos escritos, indicadores de desempenho etc.;

Minha função, como consultor e como conselheiro de empresas, é exatamente esta:
trazer padrões superiores para a companhia e ajudar diretores, gerentes e acionistas a enxergar um mundo mais civilizado. Use o check list acima (os nove itens) e classifique sua empresa. Se o resultado não for bom, contrate alguém para ajudá-lo a ser mais exigente, menos tolerante e a consertar sua empresa. Você precisa entender que pode estar perdendo muito dinheiro. Não faça fila com os 80 % de ricos que perdem seu dinheiro a cada 25 anos (o dinheiro troca de mãos nesta frequência). Trate o patrimônio que seus antepassados construíram ou que você mesmo construiu com respeito. Não admita desvios nos itens acima. Você precisa ter padrões de exigência de um mundo desenvolvido e não de um primata.

Paulo Ricardo Mubarack