Psicopatas, vadios e a missão de rh

25/09/2014

Criar um ambiente onde somente fortes sobrevivam. Eliminar fracotes, vadios, psicopatas e reclamões, esta é a missão de RH. A sobrevivência de uma empresa não acontece em uma sala aveludada, mas em um campo de guerra. RH não nasceu para convencer pacientemente as pessoas a aderir à empresa. Liderar não é inspirar qualquer um. RH tem a obrigação de selecionar pessoas que desejam ardentemente ir para a guerra e não para convencer com cafés, expressões doces e promessas de qualidade de vida um bando de frouxos a trabalhar duro.

Psicopatas não têm remorsos, compaixão ou escrúpulos. Vadios não gostam de trabalhar. Há vários graus de psicopatia e de vadiagem e o ambiente onde vivem estas duas raças indesejáveis pode reprimi-los ou estimulá-los. A repressão ameniza os danos que poderiam ser causados pelos psicopatas e pode até melhorar a cabecinha torta dos vagabundos. Ou seja, embora possa ser uma palavra antipática para culturas excessivamente tolerantes como a brasileira, a repressão pode ser muito benéfica sempre que usada contra os vícios e doenças perigosas para a sociedade. Em ambientes permissivos e condescendentes, comandados ou orientados por gestores negligentes e covardes, os estragos provocados por psicopatas e vadios são potencializados, pois as duas raças miseráveis estão à vontade para crescer.

Concordo integralmente com a afirmação do presidente Barack Obama em discurso na ONU sobre os bombardeios americanos contra os terroristas árabes, no qual diz que “assassinos somente entendem a linguagem da força”. Por analogia, digo que psicopatas e vagabundos somente entendem a linguagem da coerção.

Como sempre, minha preocupação é com as empresas. Muitos executivos, especialmente os que trabalham em RH, cometem erros graves ao reforçar os maus hábitos dos empregados através de posturas frouxas e equivocadas. Infelizmente observo gestores medrosos e desqualificados prestando muita atenção para reclamações de pessoas que realmente não merecem ser ouvidas.

Quando o nível de controle baixa, psicopatas e vadios sentem-se seguros para agir. Alguns profissionais de RH nunca entenderam para o que servem. Eles falam conceitos confusos sobre gestão de pessoas e ignoram a essência das suas atividades. RH não existe para recuperar medíocres. RH existe para selecionar pessoas excelentes e desenvolvê-las. Conheci um gerente espetacular de RH há alguns anos em uma empresa onde prestei consultoria. Ele não fazia café da manhã para ouvir bobagens dos empregados sobre seus chefes nem perdia tempo escutando idiotas. Ele não fazia entrevistas de desligamento com qualquer um. Ele valorizava a opinião apenas daqueles que tinham performance excelente. Quem precisa ouvir um empregado de desempenho baixo? Auditava constantemente as avaliações de desempenho e pregava insistentemente valores como respeito aos chefes, aos acionistas, à empresa e sabia que fazer justiça é tratar as pessoas de forma diferente, pois a dedicação precisa ser recompensada. Para quem se dedica mais à empresa, tudo! Para quem só faz o trivial, o feedback claro e sem rodeios e a eliminação, caso não haja recuperação. Alguém pode achar este ambiente muito áspero, e é mesmo! Mas nele sobrevivem apenas os fortes e é exatamente isto que um cara de RH deve querer para sua empresa: uma equipe formada apenas por pessoas de têmpera forte. Quem deseja conviver com fracos, vadios, psicopatas e reclamões? Quem deseja empregar pessoas que reclamam da comida, do transporte, que fazem exigências pequenas, que afirmam não receber feedback dos chefes, que não têm atitude ativa? Empregados precisam se adaptar à cultura dos acionistas ou devem ir embora. RH deve ser o grande parceiro do acionista e dos chefes e não ser o muro de lamentações, onde idiotas encontram abrigo para suas besteiras. RH deve entender que a diversidade, como alguns deles adoram falar, não é criar uma empresa boa para qualquer um trabalhar, mas criar uma empresa onde somente os fortes sobrevivam. E os fortes são aqueles que estudam muito, trabalham muito, são dedicados à missão da empresa, gostam e respeitam seus chefes e não reclamam de coisas pequenas. Fortes são os honestos que sonham em crescer por entregarem resultados e não por exigirem benesses. Fortes são aqueles que entendem que não pode haver crescimento salarial, nem promoções e benefícios, sem aumento da produtividade. Todos os que não se enquadram neste perfil são indesejáveis em uma cultura vencedora. E a missão de RH é divulgar este conceito simples por toda empresa. E a missão de RH não é ouvir tolices de medianos e acolher queixas sobre chefes e acionistas. É estabelecer a cultura da franqueza e acabar com a prática da fofoca oficializada. Subordinados não avaliam chefes. É simples assim. E há bobocas que defendem avaliações “360 graus”!

No início deste ano, um vacilante proprietário de uma rede de lojas me contratou para algumas conversas. Confessou-se admirador das minhas ideias, mas disse que a psicóloga da empresa orientou-o a não divulgar meus artigos para os empregados “por serem muito fortes”. Pobre empresa! Se eles tremem diante dos meus artigos, imagino como ficarão na frente dos seus concorrentes, certamente mais cruéis do que eu.

Para finalizar, humildemente concordo com o grande Jack Welch. Todo profissional de RH deve trabalhar e comandar uma equipe de qualquer outra área durante 10 anos antes de ir para RH. Como alguém que nunca comandou pode orientar um chefe a comandar? Fica parecido com os comentaristas de futebol que nunca jogaram, nunca treinaram um time, nunca dirigiram um clube e emitem opiniões assertivas sobre o assunto. Essencialmente ridículo!

“Analistas de treinamento” que nunca treinaram, psicólogos que nunca comandaram, gestores que nunca lidaram com custos de operação ou com vendas, selecionam e ditam regras sobre como são as pessoas em empresas que acreditam nestes equívocos.

Se você é profissional de RH, não fique zangado com este texto. Aproveite-o para planejar sua carreira, especialmente se você nasceu trabalhando em RH. Vá para uma área de vendas, finanças ou de operações e veja a vida como realmente ela é. Não banque o astrônomo, que apenas observa os planetas de longe. Seja o astronauta que vai para o espaço e arrisca seu pescoço. Volte depois de 10 anos para ser um espetacular profissional de RH. Fará bem para você e para a empresa onde você trabalha.