Zona de conforto

20/09/2012

Zona de conforto é aquela situação onde gestores e executivos decidem, sozinhos, que não devem correr riscos, evitar exposição, evitar metas, evitar planos de aço detalhados e evitar muito trabalho. Delegar o que puder e se esconder, este é o ambiente característico de quem já morreu. Aliás, eu colocaria um apelido na zona de conforto: cemitério. Verifique se seu nome não está lá, com a lápide: aqui jazz um executivo que adorava não correr riscos.

É um eufemismo utilizado no mundo corporativo para definir a zona da vagabundagem. Vadios são movidos, sempre em velocidade insuficiente, apenas por dinheiro. O chefe de vendas de uma empresa afirmou em um almoço para todos ouvirem, quando alguém criticou o “corpo-mole” de jogadores de futebol que ganham alguns milhões por mês, que “se eu assinasse um contrato destes, também ficaria tranquilo e não esquentaria a cabeça”! Ou seja, quando a remuneração é exagerada e não está associada a riscos, você coloca seu empregado na zona de conforto. Mesmo quando a remuneração não é alta, empresas podem colocar seus profissionais nesta situação de tranquilidade, até porque muitas pessoas, talvez a maioria, não possuem ambições grandes: basta um salário certinho no final de cada mês, um plano de saúde e a possibilidade de trocar de carro de vez em quando...

Pressão, esta é a medida certa! Associar remuneração a riscos. Especialmente na categoria dos gerentes, diretores e presidentes, o risco precisa estar sempre presente nas decisões diárias. A remuneração fixa deve ser a menor possível, aquela que permita pagar mensalmente as despesas básicas da família. O diferencial virá ou não conforme os resultados do ano. Gerentes, diretores e presidentes que não querem correr riscos não valem nada. Para que serve um cara destes?

Um convite para você que leu este texto até este ponto: se está chateado com alguma expressão mais forte, nunca mais leia meus textos ou livros escritos por empresários de sucesso, como Jack Welch, Lee Iacocca e outros. Sempre escreveremos neste tom; se gostou, tenha o nível hierárquico que tiver, analise sua equipe e veja quantos estão na zona de conforto, fazendo seu trabalhinho diário e deixando a empresa na horinha certa, sem esquentar a cabeça. A guerra dos negócios é exatamente isto: uma guerra e guerra é pressão, meu amigo. Entretanto, atenção: pressão não é uma perversidade, pressão é a cobrança de metas e de planos para atingir estas metas. Quem não quer trabalhar com metas, quem quer apenas trabalhar no longo prazo, não serve. Longo prazo é conforto e conforto quebra uma companhia. Quem achar que estou errado, prove! Vou esperar sentado!